TIMOR LESTE
A ilha de Timor situa-se no Hemisfério Sul, entre os paralelos de 8o 17´ e 10 o 22´
de latitude sul e entre os meridianos de 123 o 25´e 127 o 19´ de longitude este. A ilha
apresenta uma orientação de Nordeste (NE) para Sudoeste (SW), é a maior das ilhas do
grupo das Pequenas Sonda e mede cerca de 32 225 Km 2. A parte da ilha pertencente a Timor
Oriental é a maior e mede cerca de 18 845 Km 2. Timor Oriental está situado na área de
influência geo-política e económica da ASEAN (Association of South East Asian Countries
- Associação de Países do Sudeste Asiático), fundada em 1994 pelos estados do Brunei,
Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura e Tailândia (tendo o Vietname aderido em Julho
de 1995), e da ARF (ASEAN Regional Forum), plataforma para o estabelecimento de laços de
cooperação com países da região Ásia-Pacífico que reúne os países da ASEAN, a
Austrália, o Canadá, a China, a Coreia do Sul, os EUA, o Japão, o Laos, a Nova
Zelândia, a Papua-Nova Guiné, a Rússia e a União Europeia.
Existem na ilha dois espaços político-administrativos internacionalmente reconhecidos:
Timor Ocidental, com a capital em Kupang, abrange a parte ocidental da ilha e está
integrado, como parcela das antigas Índias Ocidentais Holandesas, na República da
Indonésia; Timor Oriental abrange a parte oriental de Timor, o enclave do Oe-Cusse
(encravado na parte ocidental da ilha, na costa setentrional), e os ilhéus de Ataúro
(também chamado Cambing) e do Jaco. A sua capital foi transferida de Lifau (no enclave do
Oe-Cusse) para Díli em 10 de Outubro de 1769, no tempo do Governador António José
Telles de Menezes.
Timor Oriental, pela administração portuguesa, foi dividido administrativamente em 13
Conselhos. Cada Conselho era sub-dividido em Postos e estes abrangiam vários Sucos que,
por sua vez, continham Povoações. Em cada Conselho havia um Administrador de Conselho,
nos Postos havia um Chefe de Posto e os Sucos eram liderados pelos respectivos Liurais.
Timor pertence ao Arquipélago da Insulíndia (que quer dizer "Índia Insular"),
também chamado de Arquipélago Malaio, no qual se encontram soberanias de vários
estados: República das Filipinas, República da Indonésia, "Commonwealth of
Australia", Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, República
Portuguesa. Timor Leste, a única ex-colónia portuguesa situada na Ásia-Pacífico foi ,
quando estava em curso um processo tendente à descolonização do território, sob a
administração portuguesa invadida militarmente e anexada pela Indonésia em 7 de
Dezembro de 1975.
Após a anexação ilegal do território de Timor Leste, as Forças militares indonésias
levaram a cabo uma política de destruição e extermínio, situação que originou a
fome, a doença e o desaparecimento completo de várias aldeias de Timor Leste.
O brutal genocídio de que o povo de Timor Leste tem sido vítima, estimado em mais de
duzentos mil timorenses (um terço da população), foi condenado pela comunidade
internacional, em concreto através de inúmeras resoluções da Assembleia Geral e do
Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Na sequência do genocídio físico perpetrado pelas forças militares de Jacarta contra o
martirizado Povo de Timor Leste, teve lugar o genocídio cultural com vista à tentativa
de consolidação da anexação ilegal do território não-autónomo de Timor Leste.
A separação de famílias timorenses e a sua instalação coerciva em "zonas
controladas" contribuiu significativamente para a destruição dos laços familiares
e a descaracterização da cultura e dos costumes tradicionais. Impedidas de cultivar o
milho e o arroz para a sua sobrevivência, as famílias timorenses, cada vez mais pobres,
são marginalizadas a favor dos habitantes de Java, Kupang (Timor Ocidental) e Molucas.
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